Dá para viver com hemorroidas e não operar?

A palavra “hemorroidas” ainda provoca desconforto, não apenas físico, mas emocional. Muitos pacientes chegam ao consultório carregando um misto de vergonha, medo da cirurgia e esperança de que exista uma saída menos invasiva. E, na maioria das vezes, existe. A resposta para a pergunta do título é: sim, em grande parte dos casos, dá para viver com hemorroidas sem precisar operar. Mas essa resposta exige contexto, critério clínico e, acima de tudo, uma avaliação individualizada. O que define se um paciente vai ou não precisar de cirurgia não é o diagnóstico em si, mas o grau da doença, a intensidade dos sintomas e a resposta ao tratamento conservador. Neste artigo, explicamos o que são as hemorroidas, quais os critérios que orientam a decisão terapêutica e por que a cirurgia, quando indicada, não deve ser temida, mas tampouco precipitada. O que são as hemorroidas e por que elas aparecem As hemorroidas são estruturas vasculares normais do canal anal, presentes em todos os seres humanos. Elas fazem parte do mecanismo fisiológico de continência fecal. O problema surge quando esses tecidos se inflamam, aumentam de volume, prolapsam ou sangram, situação que chamamos de doença hemorroidária. Estima-se que cerca de 75% das pessoas terão algum sintoma relacionado às hemorroidas ao longo da vida, tornando-a uma das condições mais prevalentes da medicina. Apesar disso, apenas uma parcela dos afetados precisa de intervenção cirúrgica. Os principais fatores associados ao desenvolvimento da doença incluem: Classificação das hemorroidas: o grau importa A decisão clínica sobre o tratamento é baseada, em grande medida, na classificação do grau de prolapso hemorroidário. O sistema mais utilizado internacionalmente é o de Goligher, que divide as hemorroidas internas em quatro graus: As hemorroidas externas, localizadas abaixo da linha pectínea, têm comportamento diferente e podem causar trombose aguda — situação dolorosa que costuma resolver-se espontaneamente, mas pode demandar procedimento ambulatorial em casos específicos. De modo geral, hemorroidas de grau I e II têm excelente resposta ao tratamento clínico e aos procedimentos minimamente invasivos. Graus III e IV, especialmente quando associados a sintomas intensos, podem requerer abordagem cirúrgica. Quando o tratamento conservador resolve A literatura médica é consistente ao demonstrar que a maioria dos pacientes com doença hemorroidária pode ser manejada de forma não cirúrgica, desde que haja adesão ao tratamento e acompanhamento adequado. As medidas conservadoras incluem: Um estudo publicado no American Journal of Gastroenterology demonstrou que a suplementação com fibras reduz o risco de sangramento hemorroidário em cerca de 50%, evidenciando o papel central da dieta na prevenção e no controle dos sintomas. Os flavonoides micronizados e purificados também têm respaldo em metanálises: revisões sistemáticas confirmam sua eficácia na redução de episódios de sangramento, dor e prolapso em pacientes com doença hemorroidária sintomática. Procedimentos ambulatoriais: entre o conservador e o cirúrgico Para pacientes com sintomas persistentes que não respondem adequadamente ao tratamento clínico, especialmente nos graus I, II e alguns casos de grau III, existem procedimentos ambulatoriais eficazes, realizados sem necessidade de internação e com baixo índice de complicações. Entre os mais utilizados, destacam-se: A escolha do procedimento é personalizada e depende das características clínicas do paciente, da anatomia do canal anal e da experiência do coloproctologista responsável. Quando a cirurgia é realmente necessária A hemorroidectomia cirúrgica, remoção das hemorroidas por via operatória, é indicada em situações específicas, quando os benefícios superam os riscos e quando as alternativas menos invasivas foram esgotadas ou não são aplicáveis. As principais indicações incluem: Um dos maiores medos dos pacientes quando o assunto é cirurgia de hemorroidas é a dor no pós-operatório. E é preciso ser honesto: historicamente, a hemorroidectomia convencional esteve associada a um período de recuperação desconfortável. Mas essa realidade mudou significativamente. As medicações anestésicas e analgésicas, além das técnicas cirúrgicas (obviamente!), evoluíram muito nas últimas décadas. Hoje, o controle da dor pós-operatória é feito com protocolos analgésicos multimodais eficazes, e as próprias abordagens cirúrgicas tornaram-se mais precisas e menos traumáticas. As diferentes estratégias técnicas e dispositivos utilizados nos procedimentos, como energias avançadas, laser, grampeadores permitem menor sangramento intraoperatório, preservação tecidual mais refinada e recuperação consideravelmente mais rápida do que as técnicas convencionais do passado. Estudos publicados nos últimos anos demonstram redução significativa nos escores de dor pós-operatória com as técnicas modernas em comparação às abordagens clássicas. Estudos comparativos indicam que a hemorroidectomia é o tratamento com maior taxa de resolução definitiva da doença (superior a 90%), com baixos índices de recidiva a longo prazo. Quando bem indicada e realizada por um especialista experiente, a cirurgia representa hoje uma opção segura, eficaz e com recuperação muito mais tolerável do que a maioria dos pacientes imagina. Hemorroidas e qualidade de vida: o que os dados mostram Viver com hemorroidas sintomáticas sem tratamento adequado tem impacto real e mensurável sobre a qualidade de vida. Estudos aplicando instrumentos validados como o SF-36 e escalas específicas de saúde anorretal demonstram comprometimento nas dimensões de dor, função física e bem-estar emocional em pacientes com doença hemorroidária não tratada. Por isso, a pergunta correta não é apenas “posso evitar a cirurgia?”, mas “qual é o tratamento mais adequado para o meu grau de doença e para os meus sintomas, de forma que eu possa manter uma boa qualidade de vida?” Muitos pacientes com hemorroidas de grau I e II vivem bem, controlam os sintomas com medidas clínicas e nunca precisam de procedimentos. Outros, com graus mais avançados ou sintomas incapacitantes, evoluem muito melhor após tratamento definitivo, seja ambulatorial ou cirúrgico. Conclusão: a decisão certa começa com uma avaliação adequada Hemorroidas são uma condição frequente, tratável e, em grande parte dos casos, manejável sem cirurgia. O segredo está na avaliação correta do grau de acometimento, na adesão ao tratamento conservador e no acompanhamento por um especialista em Coloproctologia com experiência. Não existe resposta universal para “dá para não operar?”. Existe uma resposta individualizada, construída a partir de uma consulta criteriosa, exame físico adequado e conversa honesta entre médico e paciente sobre as opções disponíveis, seus benefícios e suas limitações. Na Waken Clínica, cada caso é avaliado com rigor técnico, empatia e

O dia em que descobri que já era a mãe que meu filho precisava

Era uma manhã serena. A mãe e seu filho caminhavam juntos por uma trilha tranquila, cercada pela beleza silenciosa da floresta. O som dos pássaros, o sussurro da água correndo ao lado e o vento suave dançando entre as árvores criavam uma sinfonia natural que embalava aquele momento raro de calma e presença. A mãe, atenta e carinhosa, carregava no peito uma preocupação silenciosa: seu filho estava crescendo. Já não era mais o menininho que buscava colo o tempo todo. Agora, na transição delicada entre a infância e a adolescência, ele começava a construir seus próprios pensamentos, questionamentos e silêncios. Ela sabia que aqueles minutos a sós eram preciosos — uma chance de se aproximar mais, de ouvir de verdade, de tocar a alma dele com delicadeza. Mas como iniciar essa conversa sem invadir, sem parecer que estava “investigando”? Respirou fundo. E com o coração sincero e a voz suave, arriscou: — Amor… me ajuda. Eu quero ser uma mãe legal. O que eu preciso fazer pra ser uma mãe legal? Ele olhou pra ela com aquele jeito leve e espontâneo que só as crianças sabem ter, e respondeu sem pensar muito: — Ah, mamãe! Pra ser uma mãe legal, você tem que fazer tudo que os filhos quiserem. Absolutamente tudo! Ela parou. Um pequeno nó se formou na garganta. Sabia que não era assim. Não era mesmo esse tipo de mãe. E agora? Como explicar? Como dizer que ser mãe vai além de agradar? Com ternura e curiosidade, ela continuou a conversa: — Ah, entendi… E o que mais? O menino pensou um pouco e, com a sabedoria que só os corações puros têm, completou: — Mas, mamãe… isso não é ser uma mãe boa. Isso é ser uma mãe legal. Mas não é uma mãe boa. O coração dela disparou. Como assim? O que ele queria dizer com isso? E então, com os olhos marejando, ela perguntou com toda a doçura que cabia naquele instante: — E o que é ser uma mãe boa, então? O que eu preciso fazer pra ser uma mãe boa? Ele sorriu. E a resposta veio como um presente embalado pela sinceridade mais genuína: — Mamãe… você já é uma mãe boa. Ser uma mãe boa é exatamente essa que você é. Você é a melhor mãe do mundo! O tempo pareceu parar. Aquela frase, dita com tanta naturalidade, encheu o peito dela de um calor impossível de descrever. Lágrimas correram sem pressa. Era como se o universo inteiro tivesse lhe dado um abraço. Naquele instante, ela entendeu que estava no caminho certo. Que mesmo entre “nãos” difíceis e limites necessários, seu filho reconhecia o amor, a coerência, a proteção. E mais: reconhecia o valor de tudo isso. Eles se abraçaram. Um abraço longo, apertado, cheio de amor e gratidão. Um daqueles abraços que a gente guarda pra sempre na memória da alma. E seguiram caminhando. Não apenas por aquela trilha na floresta — mas pela vida. Lado a lado. Apoiando-se mutuamente. Com a benção de Deus, com amor verdadeiro e o compromisso de sempre cuidar um do outro. Esse foi o melhor presente de Dia das Mães.

O Impacto do Estresse na Saúde Digestiva: Uma análise detalhada sobre a conexão intestino-cérebro e suas repercussões

O estresse é uma resposta natural do organismo em resposta a desafios e ameaças, no intuito de restabelecer a homeostase do corpo (o equilíbrio). As reações desencadeadas pelo estresse desempenham um papel essencial na sobrevivência humana. No entanto, quando essa resposta se torna crônica, pode afetar negativamente diversas funções corporais, principalmente o sistema digestivo e o sistema imunológico. Este artigo explora como o estresse influencia a saúde gastrointestinal, destacando mecanismos fisiológicos e condições associadas ao mesmo. A conexão entre o cérebro e o sistema digestivo Há uma “via de mão-dupla” interligando o cérebro e o aparelho digestório – o “eixo intestino-cérebro”. E ainda mais: identificou-se, nas últimas décadas, uma interação direta entre esse eixo, o sistema imunológico e a microbiota intestinal. Isso promove um papel importante do estresse no desenvolvimento de diversas doenças gastrintestinais. O estresse ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), levando à liberação de hormônios como cortisol, que desencadeiam mudanças na função digestiva.  Os principais efeitos do estresse na fisiologia intestinal incluem: – Alterações na motilidade gastrointestinal – diarreia ou constipação; – Aumento da percepção visceral – maior percepção de dor e desconforto abdominal; – Mudanças na secreção gastrointestinal – desequilíbrios na produção de ácido, muco, enzimas e outras substâncias, afetando a digestão e absorção de nutrientes; – Aumento da permeabilidade intestinal – facilitando a entrada de toxinas e microrganismos, podendo causar inflamações; – Efeitos negativos na capacidade regenerativa e no fluxo sanguíneo da mucosa gastrintestinal – podendo provocar erosões, úlceras, sangramentos, perfurações; – Impacto na microbiota intestinal – aumentando fermentação, inflamações, infecções, alterações do ritmo intestinal etc. Mecanismos Fisiológicos do Estresse na Digestão O estresse ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, levando à liberação de hormônios como cortisol e adrenalina, que podem levar ao desenvolvimento ou agravamento de várias condições gastrointestinais, como: – Doença do refluxo gastroesofágico; – Úlcera péptica; – Doença inflamatória intestinal; – Síndrome do intestino irritável; – Intolerâncias e alergias a antígenos alimentares; – Outras doenças gastrointestinais funcionais. Estresse e doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) O estresse pode influenciar no agravamento dos sintomas de DRGE devido ao enfraquecimento da musculatura do esfíncter inferior do esôfago e ao aumento da sensibilidade esofágica ao ácido. Estresse e úlcera péptica (UP) O estresse potencializa os efeitos negativos da bactéria H. pylori e de anti-inflamatórios, reduzindo a proteção da mucosa do estômago e duodeno, favorecendo o desenvolvimento de úlceras. Estresse e síndrome do intestino irritável (SII) O estresse é reconhecido como um fator que pode precipitar ou agravar os sintomas da SII por modificar a sensibilidade visceral; alterar hormônios, neurotransmissores, peptídeos, citocinas; modificar o sistema imunológico; interferir na motilidade gastrintestinal; e alterar a microbiota intestinal. Considerações finais O estresse crônico é um fator significativo no desenvolvimento e agravamento de distúrbios digestivos. Um manejo eficaz passa por estratégias que combinem cuidados físicos e emocionais, promovendo mais qualidade de vida e bem-estar. No próximo artigo, abordaremos as estratégias que o médico e o paciente devem assumir para o diagnóstico e o tratamento dessas condições. Referências Bibliográficas

Prevenção em Saúde: A Chave para uma Vida Longa e Saudável

É maravilhoso viver em um mundo e em uma época em que o avanço da Medicina nos permite tratar uma infinidade de doenças com bastante eficiência e sucesso. No entanto, o maior desafio, o que mais me satisfaz como médica, é prevenir que essas doenças aconteçam. Amo ajudar as pessoas a despertarem e evitarem que fiquem doentes. Amo retirar medicamentos quando esses tornam-se dispensáveis. A prevenção em saúde é um dos pilares mais importantes para garantir longevidade e qualidade de vida. Apesar disso, ela ainda é subestimada por muitas pessoas, que só buscam ajuda médica diante de sintomas ou em situações críticas. Neste artigo, vamos explorar como a prevenção pode transformar vidas, quais são suas principais frentes e como incorporá-la no dia a dia. O Que é Prevenção em Saúde? A prevenção em saúde consiste em um conjunto de ações e práticas destinadas a evitar o surgimento de doenças ou detectá-las precocemente, quando as chances de tratamento e cura são maiores. Essas ações podem ser divididas em três níveis: Por Que a Prevenção é Importante? A prevenção em saúde vai além de evitar hospitalizações ou consultas médicas. Ela impacta positivamente diversas áreas da vida: Prevenção em Saúde Intestinal e o Combate ao Câncer de Intestino Como especialista em saúde intestinal, um dos focos do meu trabalho é promover a prevenção do câncer de intestino, uma das principais causas de morte por câncer no mundo. Incorporando a Prevenção no Dia a Dia Adotar um estilo de vida preventivo não precisa ser algo complexo. Pequenas mudanças podem fazer toda a diferença: Conclusão A prevenção em saúde é um investimento que todos devemos fazer em nós mesmos. Ela não apenas reduz os riscos de doenças graves, mas também melhora nossa qualidade de vida. Lembre-se: cuidar da saúde hoje é garantir um futuro mais tranquilo e saudável.  Agende sua consulta e comece agora mesmo essa jornada de autocuidado e prevenção! Sobre a Autora Dra. Gilmara Silva Aguiar Yamaguchi é médica com mais de 25 anos de experiência em Gastrocirurgia, Coloproctologia e Nutrologia. Doutora em Ciências. Especialista em saúde intestinal e prevenção do câncer de intestino, atua como palestrante e fundadora da Waken Clínica. Sua missão é educar e conscientizar a população sobre a importância da prevenção em saúde. Referências Bibliográficas Palavras-chave: prevenção em saúde, saúde intestinal, câncer de intestino, hábitos saudáveis, qualidade de vida, check-up, dieta balanceada, longevidade, medicina preventiva, exames periódicos. Hashtags: #PrevençãoEmSaúde #SaúdeIntestinal #CâncerDeIntestino #VidaSaudável #MedicinaPreventiva #BemEstar #SaúdeEQualidadeDeVida

Prevenção do Câncer de Intestino: A Importância da Conscientização e das Ações Preventivas

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é um dos tipos de câncer mais comuns em todo o mundo e representa uma das principais causas de mortalidade por câncer no Brasil. Todos os anos, em torno de 45.0000 brasileiros recebem esse diagnóstico, e cerca de 20.000 morrem devido à doença. Embora impactante, a boa notícia é que, quando detectado precocemente, tem altas chances de cura. Além disso, é amplamente prevenível por meio de mudanças no estilo de vida e rastreamento regular. O câncer de intestino é evitável! Como Médica especialista em Cirurgia do Aparelho Digestório e Coloproctologia e Doutora em Ciências, meu compromisso é não apenas tratar, mas também educar e conscientizar a população sobre a importância da prevenção. Neste artigo, compartilho informações essenciais para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de intestino e manter a saúde intestinal O Cenário Atual do Câncer de Intestino Dados recentes mostram um aumento na incidência de câncer colorretal entre indivíduos jovens, enquanto a maioria dos casos ainda ocorre em pessoas acima de 50 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) e a Sociedade Americana de Cirurgia de Cólon e Reto (ASCRS), esse aumento está associado a fatores como dieta inadequada, obesidade, sedentarismo e histórico familiar. Além disso, é alarmante perceber que muitas pessoas ainda negligenciam os exames preventivos devido ao medo, vergonha ou falta de informação. Esse atraso no diagnóstico pode levar à descoberta da doença em estágios avançados, quando as opções de tratamento são mais limitadas. Fatores de Risco e Sinais de Alerta Os fatores de risco incluem: Sinais de alerta, como sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal (diarreia ou constipação), dor abdominal e perda de peso inexplicada, não devem ser ignorados. Esses sintomas devem levar a uma consulta médica imediata. Como Prevenir o Câncer de Intestino? A prevenção é a chave para reduzir drasticamente a incidência do câncer colorretal. Aqui estão as principais recomendações, baseadas nas Orientações da SBCP e ASCRS: 1. Adote uma Dieta Rica em Fibras e Alimentos Naturais Uma alimentação equilibrada, com frutas, legumes, verduras, grãos integrais e cereais, é essencial para a saúde intestinal. As fibras auxiliam no trânsito intestinal e na eliminação de toxinas. 2. Evite Alimentos e Carnes Processadas em Excesso Estudos indicam que o consumo elevado de carnes processadas, como embutidos, aumenta significativamente o risco de câncer de intestino. Priorize fontes proteicas mais saudáveis, como peixes, frango e leguminosas. 3. Mantenha um Estilo de Vida Ativo A prática regular de exercícios físicos ajuda a controlar o peso, reduz o risco de doenças metabólicas e melhora a motilidade intestinal. 4. Não Fume e Evite o Consumo Excessivo de Álcool O tabagismo e o álcool são fatores de risco conhecidos para diversos tipos de câncer, incluindo o colorretal. 5. Realize Exames de Rastreamento O rastreamento do câncer colorretal deve começar aos 45 anos para pessoas com risco médio, segundo a recomendação da ASCRS. Entre os exames disponíveis estão a colonoscopia, o teste de sangue oculto nas fezes e o exame de DNA fecal. Indivíduos com histórico familiar devem iniciar o rastreamento mais cedo, conforme orientação médica. A Importância do Rastreamento A colonoscopia é considerada o padrão-ouro na detecção precoce e na remoção de pólipos antes que eles se transformem em câncer. Reforçando: os pólipos são lesões pré-cancerígenas que podem ser retiradas durante o exame de colonoscopia, evitando o desenvolvimento do câncer. Apesar de ser um procedimento seguro e eficaz, muitos evitam realizá-lo por medo ou desconforto. Como destaco frequentemente em minhas redes sociais (@dragilmara no Instagram e TikTok), é essencial desmistificar esse exame e enfatizar sua importância como ferramenta de prevenção. A campanha de conscientização “Março Azul” tem como objetivo promover o rastreamento precoce e salvar vidas. Minha mensagem é clara: a prevenção não é uma opção, é uma necessidade. Conclusão O câncer de intestino é uma doença que pode ser prevenida em grande parte dos casos. Adotar hábitos saudáveis, prestar atenção aos sinais do corpo e realizar exames preventivos regularmente são passos fundamentais para proteger sua saúde. Na Waken Clínica, trabalhamos com uma abordagem integral e humanizada, aliando ciência e cuidado individualizado. Se você tem mais de 45 anos ou apresenta algum sintoma digestivo ou fatores de risco, agende uma consulta. Juntos, podemos prevenir e, se necessário, tratar precocemente. Referências: Tags: #cancer #cancerdeintestino #cancercolorretal #prevencaodecancer #coloproctologia #proctologia #colonoscopia #polipos