{"id":6602,"date":"2026-04-27T19:53:26","date_gmt":"2026-04-27T19:53:26","guid":{"rendered":"https:\/\/wakenclinica.com.br\/?p=6602"},"modified":"2026-08-18T16:28:18","modified_gmt":"2026-08-18T16:28:18","slug":"viver-com-hemorroidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wakenclinica.com.br\/blog\/hemorroidas\/viver-com-hemorroidas\/","title":{"rendered":"D\u00e1 para viver com hemorroidas e n\u00e3o operar?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A palavra &#8220;hemorroidas&#8221; ainda provoca desconforto, n\u00e3o apenas f\u00edsico, mas emocional. Muitos pacientes chegam ao consult\u00f3rio carregando um misto de vergonha, medo da cirurgia e esperan\u00e7a de que exista uma sa\u00edda menos invasiva. E, na maioria das vezes, existe.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A resposta para a pergunta do t\u00edtulo \u00e9: sim, em grande parte dos casos, d\u00e1 para viver com hemorroidas sem precisar operar. Mas essa resposta exige contexto, crit\u00e9rio cl\u00ednico e, acima de tudo, uma avalia\u00e7\u00e3o individualizada. O que define se um paciente vai ou n\u00e3o precisar de cirurgia n\u00e3o \u00e9 o diagn\u00f3stico em si, mas o grau da doen\u00e7a, a intensidade dos sintomas e a resposta ao tratamento conservador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste artigo, explicamos o que s\u00e3o as hemorroidas, quais os crit\u00e9rios que orientam a decis\u00e3o terap\u00eautica e por que a cirurgia, quando indicada, n\u00e3o deve ser temida, mas tampouco precipitada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que s\u00e3o as hemorroidas e por que elas aparecem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As <a href=\"https:\/\/wakenclinica.com.br\/blog\/hemorroidas-e-doenca-hemorroidaria-o-que-voce-precisa-saber\/\" data-type=\"post\" data-id=\"4365\">hemorroidas<\/a> s\u00e3o estruturas vasculares normais do canal anal, presentes em todos os seres humanos. Elas fazem parte do mecanismo fisiol\u00f3gico de contin\u00eancia fecal. O problema surge quando esses tecidos se inflamam, aumentam de volume, prolapsam ou sangram, situa\u00e7\u00e3o que chamamos de doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estima-se que cerca de 75% das pessoas ter\u00e3o algum sintoma relacionado \u00e0s hemorroidas ao longo da vida, tornando-a uma das condi\u00e7\u00f5es mais prevalentes da medicina. Apesar disso, apenas uma parcela dos afetados precisa de interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os principais fatores associados ao desenvolvimento da doen\u00e7a incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Constipa\u00e7\u00e3o intestinal cr\u00f4nica e esfor\u00e7o excessivo durante a evacua\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Diarreia frequente ou epis\u00f3dios repetidos de evacua\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Gesta\u00e7\u00e3o e parto vaginal<\/li>\n\n\n\n<li>Sedentarismo e alimenta\u00e7\u00e3o pobre em fibras<\/li>\n\n\n\n<li>Predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica<\/li>\n\n\n\n<li>Permanecer sentado por longos per\u00edodos<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Classifica\u00e7\u00e3o das hemorroidas: o grau importa<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o cl\u00ednica sobre o tratamento \u00e9 baseada, em grande medida, na classifica\u00e7\u00e3o do grau de prolapso hemorroid\u00e1rio. O sistema mais utilizado internacionalmente \u00e9 o de Goligher, que divide as hemorroidas internas em quatro graus:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Grau I: sangramento sem prolapso<\/li>\n\n\n\n<li>Grau II: prolapso que se reduz espontaneamente ap\u00f3s a evacua\u00e7\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li>Grau III: prolapso que requer redu\u00e7\u00e3o manual<\/li>\n\n\n\n<li>Grau IV: prolapso permanente e irredut\u00edvel<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As hemorroidas externas, localizadas abaixo da linha pect\u00ednea, t\u00eam comportamento diferente e podem causar trombose aguda \u2014 situa\u00e7\u00e3o dolorosa que costuma resolver-se espontaneamente, mas pode demandar procedimento ambulatorial em casos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De modo geral, hemorroidas de grau I e II t\u00eam excelente resposta ao tratamento cl\u00ednico e aos procedimentos minimamente invasivos. <a href=\"https:\/\/wakenclinica.com.br\/blog\/hemorroida-inflamada-tratamento\/\" data-type=\"post\" data-id=\"5533\">Graus III e IV<\/a>, especialmente quando associados a sintomas intensos, podem requerer abordagem cir\u00fargica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando o tratamento conservador resolve<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A literatura m\u00e9dica \u00e9 consistente ao demonstrar que a maioria dos pacientes com doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria pode ser manejada de forma n\u00e3o cir\u00fargica, desde que haja ades\u00e3o ao tratamento e acompanhamento adequado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medidas conservadoras incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Higiene anal adequada, sem fric\u00e7\u00e3o excessiva<\/li>\n\n\n\n<li>Modifica\u00e7\u00e3o da dieta com aumento da ingest\u00e3o de fibras (25 a 35 g\/dia)<\/li>\n\n\n\n<li>Hidrata\u00e7\u00e3o adequada (ao menos 1,5 a 2 litros de \u00e1gua por dia)<\/li>\n\n\n\n<li>Regula\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito intestinal para evitar esfor\u00e7o evacuat\u00f3rio<\/li>\n\n\n\n<li>Uso de flavonoides (como a diosmina e hesperidina) para redu\u00e7\u00e3o do edema e fortalecimento da parede vascular<\/li>\n\n\n\n<li>Banhos de assento mornos para al\u00edvio sintom\u00e1tico<\/li>\n\n\n\n<li>Evitar permanecer sentado no vaso sanit\u00e1rio por tempo prolongado<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudo publicado no American Journal of Gastroenterology demonstrou que a suplementa\u00e7\u00e3o com fibras reduz o risco de sangramento hemorroid\u00e1rio em cerca de 50%, evidenciando o papel central da dieta na preven\u00e7\u00e3o e no controle dos sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os flavonoides micronizados e purificados tamb\u00e9m t\u00eam respaldo em metan\u00e1lises: revis\u00f5es sistem\u00e1ticas confirmam sua efic\u00e1cia na redu\u00e7\u00e3o de epis\u00f3dios de sangramento, dor e prolapso em pacientes com doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria sintom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Procedimentos ambulatoriais: entre o conservador e o cir\u00fargico<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para pacientes com sintomas persistentes que n\u00e3o respondem adequadamente ao tratamento cl\u00ednico, especialmente nos graus I, II e alguns casos de grau III, existem procedimentos ambulatoriais eficazes, realizados sem necessidade de interna\u00e7\u00e3o e com baixo \u00edndice de complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os mais utilizados, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ligadura el\u00e1stica (\u201crubber band ligation\u201d): procedimento seguro, amplamente validado, realizado em consult\u00f3rio, com efic\u00e1cia de 70 a 80% no controle do sangramento em hemorroidas internas de grau I a III<\/li>\n\n\n\n<li>Escleroterapia: inje\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia esclerosante com finalidade de reduzir o fluxo vascular, indicada principalmente para grau I e II<\/li>\n\n\n\n<li>Fotocoagula\u00e7\u00e3o por infravermelho: alternativa com boa tolerabilidade, eficaz para hemorroidas de menor volume<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha do procedimento \u00e9 personalizada e depende das caracter\u00edsticas cl\u00ednicas do paciente, da anatomia do canal anal e da experi\u00eancia do coloproctologista respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando a cirurgia \u00e9 realmente necess\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hemorroidectomia cir\u00fargica, remo\u00e7\u00e3o das hemorroidas por via operat\u00f3ria, \u00e9 indicada em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, quando os benef\u00edcios superam os riscos e quando as alternativas menos invasivas foram esgotadas ou n\u00e3o s\u00e3o aplic\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As principais indica\u00e7\u00f5es incluem:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Hemorroidas de grau III com falha no tratamento conservador e nos procedimentos ambulatoriais<\/li>\n\n\n\n<li>Hemorroidas de grau IV com prolapso permanente<\/li>\n\n\n\n<li>Presen\u00e7a de componente externo volumoso associado<\/li>\n\n\n\n<li>Sangramento significativo com impacto na qualidade de vida ou anemia<\/li>\n\n\n\n<li>Trombose hemorroid\u00e1ria extensa com complica\u00e7\u00e3o (infec\u00e7\u00e3o, por exemplo)<\/li>\n\n\n\n<li>Associa\u00e7\u00e3o com outras condi\u00e7\u00f5es anorretais que demandem abordagem cir\u00fargica conjunta<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos maiores medos dos pacientes quando o assunto \u00e9 cirurgia de hemorroidas \u00e9 a dor no p\u00f3s-operat\u00f3rio. E \u00e9 preciso ser honesto: historicamente, a hemorroidectomia convencional esteve associada a um per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel. Mas essa realidade mudou significativamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medica\u00e7\u00f5es anest\u00e9sicas e analg\u00e9sicas, al\u00e9m das t\u00e9cnicas cir\u00fargicas (obviamente!), evolu\u00edram muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Hoje, o controle da dor p\u00f3s-operat\u00f3ria \u00e9 feito com protocolos analg\u00e9sicos multimodais eficazes, e as pr\u00f3prias abordagens cir\u00fargicas tornaram-se mais precisas e menos traum\u00e1ticas. As diferentes estrat\u00e9gias t\u00e9cnicas e dispositivos utilizados nos procedimentos, como energias avan\u00e7adas, laser, grampeadores permitem menor sangramento intraoperat\u00f3rio, preserva\u00e7\u00e3o tecidual mais refinada e recupera\u00e7\u00e3o consideravelmente mais r\u00e1pida do que as t\u00e9cnicas convencionais do passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos publicados nos \u00faltimos anos demonstram redu\u00e7\u00e3o significativa nos escores de dor p\u00f3s-operat\u00f3ria com as t\u00e9cnicas modernas em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s abordagens cl\u00e1ssicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos comparativos indicam que a hemorroidectomia \u00e9 o tratamento com maior taxa de resolu\u00e7\u00e3o definitiva da doen\u00e7a (superior a 90%), com baixos \u00edndices de recidiva a longo prazo. Quando bem indicada e realizada por um especialista experiente, a cirurgia representa hoje uma op\u00e7\u00e3o segura, eficaz e com recupera\u00e7\u00e3o muito mais toler\u00e1vel do que a maioria dos pacientes imagina.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hemorroidas e qualidade de vida: o que os dados mostram<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viver com hemorroidas sintom\u00e1ticas sem tratamento adequado tem impacto real e mensur\u00e1vel sobre a qualidade de vida. Estudos aplicando instrumentos validados como o SF-36 e escalas espec\u00edficas de sa\u00fade anorretal demonstram comprometimento nas dimens\u00f5es de dor, fun\u00e7\u00e3o f\u00edsica e bem-estar emocional em pacientes com doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria n\u00e3o tratada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, a pergunta correta n\u00e3o \u00e9 apenas <strong>&#8220;posso evitar a cirurgia?&#8221;<\/strong>, mas <strong>&#8220;qual \u00e9 o tratamento mais adequado para o meu grau de doen\u00e7a e para os meus sintomas, de forma que eu possa manter uma boa qualidade de vida?&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos pacientes com hemorroidas de grau I e II vivem bem, controlam os sintomas com medidas cl\u00ednicas e nunca precisam de procedimentos. Outros, com graus mais avan\u00e7ados ou sintomas incapacitantes, evoluem muito melhor ap\u00f3s tratamento definitivo, seja ambulatorial ou cir\u00fargico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o: a decis\u00e3o certa come\u00e7a com uma avalia\u00e7\u00e3o adequada<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/wakenclinica.com.br\/blog\/hemorroidas-mitos-e-verdades\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/wakenclinica.com.br\/hemorroidas-mitos-e-verdades\/\">Hemorroidas s\u00e3o uma condi\u00e7\u00e3o frequente, trat\u00e1vel<\/a> e, em grande parte dos casos, manej\u00e1vel sem cirurgia. O segredo est\u00e1 na avalia\u00e7\u00e3o correta do grau de acometimento, na ades\u00e3o ao tratamento conservador e no acompanhamento por um especialista em Coloproctologia com experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o existe resposta universal para &#8220;d\u00e1 para n\u00e3o operar?&#8221;. Existe uma resposta individualizada, constru\u00edda a partir de uma consulta criteriosa, exame f\u00edsico adequado e conversa honesta entre m\u00e9dico e paciente sobre as op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, seus benef\u00edcios e suas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na <a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send\/?phone=5511996002620\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Waken Cl\u00ednica<\/a>, cada caso \u00e9 avaliado com rigor t\u00e9cnico, empatia e foco no que realmente importa: sua sa\u00fade, seu conforto e sua qualidade de vida. Se voc\u00ea convive com sintomas que limitam seu cotidiano, procure uma avalia\u00e7\u00e3o especializada. O diagn\u00f3stico precoce abre mais op\u00e7\u00f5es, e evita que situa\u00e7\u00f5es simples evoluam para complica\u00e7\u00f5es que poderiam ter sido prevenidas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perguntas frequentes (FAQ)<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As hemorroidas somem sozinhas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Epis\u00f3dios agudos de inflama\u00e7\u00e3o podem regredir com medidas conservadoras, mas a doen\u00e7a hemorroid\u00e1ria n\u00e3o desaparece espontaneamente sem tratamento. O controle dos fatores de risco reduz a recorr\u00eancia dos sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ligadura el\u00e1stica \u00e9 dolorosa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O procedimento causa desconforto leve a moderado em alguns pacientes, geralmente toler\u00e1vel e de curta dura\u00e7\u00e3o. \u00c9 realizado em consult\u00f3rio, sem necessidade de anestesia geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A cirurgia de hemorroidas d\u00f3i muito?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 uma das d\u00favidas mais frequentes, e a resposta hoje \u00e9 bem diferente do que era h\u00e1 algumas d\u00e9cadas. As t\u00e9cnicas cir\u00fargicas modernas, aliadas a protocolos analg\u00e9sicos eficazes, tornaram a recupera\u00e7\u00e3o muito mais toler\u00e1vel. A maioria dos pacientes relata desconforto manej\u00e1vel no p\u00f3s-operat\u00f3rio imediato, com melhora progressiva ao longo dos primeiros dias. O retorno \u00e0s atividades habituais ocorre, em geral, entre 7 e 14 dias, dependendo da t\u00e9cnica utilizada e das caracter\u00edsticas individuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Posso fazer atividade f\u00edsica com hemorroidas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sim. Exerc\u00edcios f\u00edsicos regulares s\u00e3o, inclusive, ben\u00e9ficos para a regula\u00e7\u00e3o do tr\u00e2nsito intestinal. Atividades que aumentam significativamente a press\u00e3o intra-abdominal, como levantamento de peso com esfor\u00e7o excessivo, devem ser discutidas com o m\u00e9dico caso os sintomas sejam intensos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hemorroidas podem virar c\u00e2ncer?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. Hemorroidas n\u00e3o s\u00e3o uma les\u00e3o pr\u00e9-maligna e n\u00e3o evoluem para c\u00e2ncer. No entanto, sintomas como sangramento retal nunca devem ser atribu\u00eddos apenas \u00e0s hemorroidas sem investiga\u00e7\u00e3o adequada, j\u00e1 que outras condi\u00e7\u00f5es inclusive o c\u00e2ncer colorretal podem causar sintomas semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>1. Lohsiriwat V. Hemorrhoids: from basic pathophysiology to clinical management. World J Gastroenterol. 2012;18(17):2009-17.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>2. Alonso-Coello P, et al. Fiber for the treatment of hemorrhoids complications: a systematic review and meta-analysis. Am J Gastroenterol. 2006;101(1):181-8.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>3. Perera N, et al. Phlebotonics for haemorrhoids. Cochrane Database Syst Rev. 2012;(8):CD004322.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>4. MacRae HM, McLeod RS. Comparison of hemorrhoidal treatment modalities. Dis Colon Rectum. 1995;38(7):687-94.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>5. Simillis C, et al. A meta-analysis comparing conventional hemorrhoidectomy with other minimally invasive alternatives. Dis Colon Rectum. 2008;51(12):1701-15.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>6. Riss S, et al. The prevalence of hemorrhoids in adults. Int J Colorectal Dis. 2012;27(2):215-20.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>7. Johanson JF, Sonnenberg A. The prevalence of hemorrhoids and chronic constipation. Gastroenterology. 1990;98(2):380-6.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>8. Goligher JC. Surgery of the Anus, Rectum and Colon. 5th ed. London: Bailliere Tindall; 1984.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palavra &#8220;hemorroidas&#8221; ainda provoca desconforto, n\u00e3o apenas f\u00edsico, mas emocional. 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